quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mensagem secreta



Uma mensagem secreta pode ser escrita com suco de limão. Para ler o que está escrito, basta passar o papel com um ferro de passar roupas.

Quer escrever uma mensagem confidencial? Aprenda como no experimento a seguir

Neste artigo serão mostrados dois métodos de se produzir uma mensagem secreta, que somente quem conhecer o “truque”, ou melhor, a explicação química, conseguirá descobrir o que está escrito.
O professor pode realizar o primeiro experimento com os alunos como um método de identificação do ácido cítrico no limão e na laranja, e o segundo pode ser usado para fixar o conteúdo de indicadores ácido-base.
Materiais e reagentes:
1º Método:   
  2º Método:
- Limão ou laranja;
 - Solução de fenolftaleína;
- Uma folha de papel; 
 - Uma folha de papel;
- Um copo;    
- Um borrifador;
- Cotonete ou pincel fino;  
- Cotonete ou pincel fino;
-Ferro de passar roupas (pode-se usar também uma vela ou um secador de cabelos).               
 - Solução de hidróxido de sódio (0,1mol/dm3 é suficiente) ou solução saturada de hidróxido de cálcio.




Procedimento experimental:
1º Método:
  1. Esprema o suco de limão (ou de laranja) em um copo;
     
  2. Mergulhe o pincel (ou o cotonete) e escreva alguma mensagem sobre o papel. O pincel dá um melhor resultado que o cotonete;
     
  3. Deixe secar. Ficará incolor e ninguém conseguirá ler a mensagem;
     
  4. Para descobrir o que está escrito, passe várias vezes a folha de papel com um ferro de passar roupas ligado. Atenção! Passe do lado contrário e coloque um pano velho debaixo da folha para não sujar. Essa parte também pode ser feita usando-se um secador de cabelos bem quente ou aproximando a folha de papel de uma vela acesa, mas tome cuidado para não aproximar muito o papel da chama;
     
  5. Observe o que acontece. 
 



Passo a passo do experimento da mensagem secreta de limão



2º Método:
A única diferença é que você irá mergulhar o pincel na solução incolor de fenolftaleína para escrever sobre o papel. Ela também ficará incolor, e para aparecer basta borrifar a solução de hidróxido de sódio sobre o papel.
Resultados e discussão:
1º Método:
No primeiro método, usamos o limão e a laranja, que possuem em sua constituição o ácido cítrico, cuja fórmula está representada abaixo e que, em solução aquosa, é incolor. Ao passar pelo calor, esse ácido sofre uma reação e transforma-se em uma substância de cor castanha. 

Fórmula do ácido cítrico
É por isso que se a nossa pele estiver suja de suco de limão e sairmos ao sol, ela pode ficar com manchas escuras.
O cloreto de cobalto também é uma substância que muda de cor do rosa para o azul por ação do calor e pode ser usado nesse tipo de experimento. Mas, nesse caso, o princípio básico do experimento baseia-se no deslocamento do equilíbrio químico. Veja como isso ocorre lendo o texto: Deslocamento do equilíbrio químico e mudança de cor

2º Método:
No segundo método, a fenolftaleína, que é um indicador ácido-base, foi utilizada, ou seja, na presença de substâncias ácidas e básicas, ela muda de cor. Assim, quando se borrifou o hidróxido de sódio, que é uma base, ela mudou para uma coloração avermelhada e a mensagem secreta apareceu.
Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química
Fonte: Portal r7.




Professor usa problemas do trânsito para explicar conceitos de física.



Teoria esclarece a distância segura entre dois veículos.
Exemplo da obra da Via Mangue, no Recife, é utilizado por professor.
O trânsito é um dos grandes problemas da modernidade. A paisagem se modifica pela urgência do novo tempo, que pede túneis, terminais integrados, faixas exclusivas para ônibus e tantas outras obras. Através dos conceitos de física, o Projeto Educação desta quarta-feira (7) explorou os problemas com que motoristas e pedestres se deparam todos os dias nas ruas.
No Recife, a principal obra viária da atualidade é a Via Mangue, um corredor com 4,5 km de extensão, sem semáforos e cruzamentos, ligando o centro à Zona Sul da cidade. A necessidade é indiscutível; o questionamento é se as obras resolvem todo o problema.

"As obras de infraestrutura são essenciais e não podem deixar de ser feitas, como o exemplo da Via Mangue. Você tem uma obra que começou em abril de 2011 e está prevista para acabar em dezembro de 2013, um total de 32 meses. Levando em consideração que dois mil veículos são emplacados na cidade do Recife a cada mês, duas vezes 32 meses são 64 mil veículos a mais quando a obra estiver pronta. Então, ela melhora, mas não vai resolver. O que resolve é a educação", comentou o professor de física Beraldo Neto.

No Brasil, a formação de novos motoristas passa por uma autoescola. São 45 horas de teoria e outras 20 de prática. Entretanto, muitas vezes elas parecem ser insuficientes, basta observar a quantidade de infrações cometidas pelas ruas. "Estacionar em local proibido, estacionar na calçada, prejudicando a mobilidade de uma pessoa que é cadeirante, de uma pessoa com deficiência visual, estacionar na vaga de gestantes, de idosos, na vaga de pessoas que têm deficiências. Essas vagas são melhores porque deixam as pessoas mais próximas do local, melhoram a mobilidade delas", justificou o professor.


Todas essas infrações interferem diretamente na velocidade do veículo, o que pode provocar acidentes. "Qual a distância ideal? A física trabalha com duas distâncias basicamente. Primeiro, a distância de reação, que é o tempo de você ver o perigo e ter a atitude de acionar o freio propriamente dito. Segundo, a distância de frenagem – quando você pisa no freio, o veículo também não para imediatamente; ele anda um pouco até parar. Então, a distância total para a física é a distância de frenagem mais a distância de reação. Deixe uma distância segura entre seu veículo e o veículo da frente para que você tenha a atitude de se livrar de um possível perigo que possa acontecer", disse Beraldo Neto.

Dependendo da velocidade, o acidente pode ocorrer num piscar de olhos. "Quando um automóvel cruza por você com faróis altos, a sua pupila contrai para se proteger dessa grande intensidade de luz. Após esse momento, a pupila leva, em média, de quatro a sete segundos para voltar ao normal. Se você estiver trafegando a 80 km/h, em 7 segundos você vai percorrer uma distância de 155 m, sem visibilidade perfeita. Então, é outro fator de cuidado essa questão dos faróis altos diretamente no seu rosto", destacou o professor.

Motoristas devem retirar veículos da pista após batida sem vítimas (Foto: Reprodução / TV Globo) 
Outra infração é deixar o veículo na via depois de um acidente. "Quando há uma colisão, é comum que os motoristas deixem os carros no local da colisão. Isso prejudica muito a mobilidade", contou o professor. "Não havendo vítimas, pela legislação de trânsito de hoje, é obrigatório tirar do trânsito para não atrapalhar", completou a professora de auto escola Fátima Araújo.


G1 PE. Atualizado em 07/08/2013 06h53